quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Olá, amigos e amigas!
Depois de alguns dias off line, estamos de volta com mais assuntos de saúde.
A temporada de chuvas está prometendo este ano. E com as chuvas de verão vem mais uma vez os riscos de enchentes. Enchente lembra lepstopirose, e além da ameaça de casos de lepstopirose, certamente haverá um aumento dos casos de dengue.
Infelizmente esses agravos, especialmente a dengue, há muito tempo já são parte da nossa realidade de todos os anos, portanto os posts a seguir serão sobre essas duas doenças, seus sinais, sintomas, tratamento e prevenção. 

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

CANCER DE PELE

                                             Carcinoma Basocelular (com 1 ano de evolução)

Carcinoma Espinocelular

O câncer de pele é o tumor maligno mais comum na espécie humana, representando cerca de 25% de todos o cânceres no Brasil. Existem basicamente 3 tipos de câncer de pele:

- Carcinoma Basocelular (CBC)
- Carcinoma Espinocelular (CEC)
- Melanoma

Indivíduos de pele, cabelos e olhos claros, que sempre se queimam e nunca se bronzeiam, são os mais propensos a desenvolverem câncer de pele. Pessoas com “sardas”, ruivas, com longo tempo de exposição ao sol e com histórico de familiares com câncer de pele também apresentam risco aumentado.

A radiação ultravioleta é a principal responsável no desenvolvimento do câncer de pele. Além dos raios solares, esta radiação é encontrada nas cabines de bronzeamento artificial. O efeito da radiação ultravioleta na pele é cumulativo, ou seja, mesmo após a interrupção da exposição ao sol as alterações cutâneas podem se manifestar anos depois. Desta forma, a prevenção do câncer de pele se dá evitando a exposição solar ente as 10 e 16h, quando a radiação ultravioleta é maior, usando chapéus, sombrinha, boné, óculos escuros e protetor solar (FPS 15 ou maior), mesmo nos horários adequados à exposição solar. É importante estar atento para reaplicar o protetor solar a cada 30 minutos de exposição.

O diagnóstico precoce é fundamental, pois quanto mais cedo o câncer de pele é identificado, mais simples será o tratamento e maior será a chance de cura. Para a detecção precoce do câncer de pele é necessário a realização o auto-exame da pele regularmente. Pessoas que apresentam feridas na pele que demorem mais de quatro semanas para cicatrizar, variação na cor, tamanho e forma de sinais, manchas que coçam, ardem, descamam ou sagram, devem consultar-se o mais rápido possível com um médico dermatologista.

Também conhecidos como Câncer de Pele Não Melanoma, o Carcinoma Basocelular (CBC) e o Carcinoma Espinocelular (CEC) são os tipos mais frequentes, respectivamente 70% e 25% dos casos. O tratamento cirúrgico é o mais indicado. Felizmente ambos apresentam alta taxa de cura, devido à maior facilidade para o diagnóstico precoce e a inexistência de metástases no CBC e baixo potencial metastático do CEC. Localizam-se mais frequentemente na cabeça e pescoço, justamente as áreas de maior exposição solar e seu pico de incidência ocorre por volta dos 40 anos.

Melanoma - Embora represente apenas 4% dos cânceres de pele, o melanoma é o mais grave devido à sua alta possibilidade de metástases. Pode surgir a partir da pele normal ou de uma lesão pigmentada. O prognóstico nesse tipo de câncer de pele é melhor quanto mais precoce é o diagnóstico. Quando diagnosticado em um estágio inicial, o melanoma é curado apenas com a cirurgia. Radioterapia e quimioterapia podem ser utilizados dependendo do estágio da doença. Quando há metástase, o melanoma é incurável na maioria dos casos.


Texto de autoria do Dr. Carlos André Meyer.


REGRA DO ABCD - sugere lesões suspeitas de câncer da pele. 

Examine suas manchas, sinais e pintas por esta regra: 


A- Assimetria: trace uma linha no meio do sinal; se lados diferentes – suspeito.

B- Bordas irregulares – suspeitos 

C- Cores variadas em tons de marrom, preto, vermelho, nuvem – suspeito.

D- Diâmetro maior que 6 mm – suspeito

Se você tem pintas, sinais ou manchas com estas características procure o seu Dermatologista.

Outros sinais, nódulos, geralmente indolores e de crescimento lento, podendo ulcerar-se com o passar do tempo, podem ser sinal de cancer de pele.

CUIDADOS COM A PELE NO VERÃO

A exposição ao sol é a principal causa de envelhecimento precoce e do aparecimento do câncer de pele. Durante o verão, os raios ultravioletas B, principais causadores do câncer de pele, apresentam maior intensidade, por isso sua pele precisa de maiores cuidados.
Isto não quer dizer, que nas outras estações do ano você possa se esquecer de prevenir as doenças de pele causadas pelo excesso de exposição ao sol sem a devida proteção.
O verão pode ser aproveitado sem agressão à sua pele. Para isso algumas orientações são importantes:

  • - O efeito da radiação solar na pele é cumulativo, ou seja, danos como manchas, envelhecimento precoce, pintas e câncer da pele só se manifestarão alguns anos depois.
  • - Desde cedo é que se previne as lesões de pele causadas pelo sol. O uso do filtro solar é recomendado a partir de seis meses de idade. Abaixo desta idade, os bebês devem ficar protegidos do sol à sombra. Os pediatras recomendam a exposição ao sol
  • por pelo menos 15 minutos diários. Este banho de sol deve ser feito fora do horário das 10 horas às 16 horas. E é recomendado para a síntese de vitamina D, a partir da ação
  • dos raios ultravioletas na pele, ajudando a fortalecer os ossos e a evitar o raquitismo.
  • - Após os seis meses de idade, pode ser iniciado o uso de filtro solar adequado para a pele sensível da criança. Você pode pedir orientação a um pediatra ou a um dermatologista sobre qual o melhor filtro para cada caso.
  • - As crianças devem, através do exemplo dos pais, criar o hábito de proteger sua pele.
  • Cerca de 75% da exposição solar acumulada durante a vida ocorre dos 0 aos 20 anos de idade, sendo muito importante a proteção solar nesta faixa etária.
  • - A exposição prolongada e repetida ao sol causa queimaduras à pele, que, acumuladas durante a vida, predispõem ao câncer de pele. Por isso a prevenção deve ser precoce.
  • - Entre 10 e 16 horas os raios ultra-violeta B têm grande incidência. Fique na sombra neste intervalo de tempo.
  • - O filtro solar deve ser aplicado, cuidadosamente em todo o corpo, 20 a 30 minutos antes de iniciar a exposição ao sol, assim sua ação terá maior eficácia pela estabilidade que irá ter na pele.
  • - Use um fator de proteção solar (FPS) 15 ou maior. Pessoas de pele muito clara, ruivas, com olhos claros ou sardas são mais propensas ao câncer de pele e devem usar FPS 25 ou maior para garantir uma melhor proteção.
  • - O filtro solar deve ser usado diariamente nas áreas de pele expostas ao sol. E a aplicação precisa ser renovada a cada duas horas ou em caso de transpiração excessiva, permanência na água ou prática de esportes.
  • - Passe filtro solar também sobre as cicatrizes, pois quando recentes elas podem se tornar escuras com a exposição ao sol, e quando antigas ao desenvolvimento de tumores de pele.
  • - As pessoas de pele negra têm uma proteção natural da pele, pela maior quantidade de melanina produzida pelos melanócitos, mas também devem se proteger do sol.
  • Neles, o câncer de pele é menos freqüente, mas quando ocorre é de maior gravidade, pois geralmente o diagnóstico é tardio.
  • - A pele leva 2 a 3 dias para produzir e liberar a melanina, pigmento que dá a cor bronzeada à pele. Ficar muito tempo no sol em um mesmo dia, não acelera o
  • bronzeamento da pele, só causa queimaduras, levando a danos como o câncer de pele.
  • - O principal local de ocorrência do câncer de pele é a face. Use bonés, viseiras, chapéus, óculos escuros e barracas de praia grossas. E não esqueça de proteger os lábios e as orelhas com filtro solar.
  • - O sol é mais potente em latitudes mais próximas ao equador. Proteja-se caso você more ou vá passar férias nestas regiões.
  • - Cuidado com a luz refletida. A luz do sol reflete na areia, no concreto e na neve atingindo a pele, mesmo na sombra.
  • - Os dias nublados também exigem o uso do filtro solar, pois nestes dias 40 a 60% da radiação solar atravessam as nuvens e chegam à Terra.
  • - Alguns alimentos podem ajudar na prevenção do dano que o sol causa à pele, como cenoura, abóbora, mamão, maçã e beterraba, pois contêm carotenóides, substância que se deposita na pele e retém as radiações ultravioletas. Esta substância é encontrada nas frutas e legumes de cor alaranjada ou vermelha.
  • - O bronzeamento artificial também causa dano à pele. Os dermatologistas não recomendam o uso de substâncias que promovam um bronzeamento acelerado.
  • - O câncer de pele é o tipo de câncer mais incidente no Brasil. O comportamento de obter um bronzeado rápido com a chegada do verão aumenta essas incidências. O Instituto Nacional do Câncer (INCA) prevê cerca de 120 mil novos casos de câncer de pele para o próximo ano.
  • - Pessoas que apresentam feridas na pele com duração maior que quatro semanas sem cicatrização, variação na cor de sinais, manchas que coçam, ardem, descamam ou sangram, devem ir o mais rápido possível ao dermatologista.
  • - Visite um dermatologista pelo menos uma vez ao ano para avaliar a sua pele e prevenir doenças. Uma lesão maligna na pele, quando detectada precocemente, tem cura!
  • - Um bronzeado intenso pode causar desidratação, febre, desmaio, delírio, choque, pressão sangüínea perigosamente baixa e batida irregular do coração.
  • - É importante aumentar a ingestão de líquidos para pelo menos 2 a 3 litros por dia no verão. Abuse da água, suco de frutas e da água de coco.
Fonte: news.med.br

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Dicas de como conservar os alimentos neste verão


Fundação Procon - SP
O verão exige procedimentos extras com relação a embalagem, estocagem, conservação e consumo de alguns alimentos.


Na compra de produtos que necessitam de refrigeração, verifique a temperatura dos balcões, que deve ser de até 10oC para produtos refrigerados e até 18oC para os congelados. Se o termômetro não estiver visível, observe se há uma nuvem de frio por cima dos alimentos. Fique atento também para a presença de poças d'água e embalagens transpiradas, que podem indicar que as geladeiras foram desligadas.


Evite comprar alimentos em balcões ou refrigeradores superlotados de produtos, pois a temperatura não será uniforme para todos os eles.


Os estabelecimentos que comercializam sucos de frutas para consumo imediato devem mantê-los sob refrigeração, já que são naturais e se deterioram com facilidade. Na embalagem destas bebidas devem constar a data de extração e o prazo de validade.


Ao comprar refrigerantes e cervejas, observe se as garrafas não apresentam vazamentos e se as tampas e lacres não foram violados. As garrafas de vidro exigem armazenamento específico: devem estar em boas condições e de pé para evitar atritos que podem causar estouros e vazamentos. Não devem, também, estarem expostas ao sol ou próximas de fonte de calor. A estocagem de produtos alimentícios deve ser feita longe de produtos de limpeza, inseticidas e perfumaria.


Dê preferência às frutas e verduras de época, conservando-as em local limpo, seco e fresco para que durem mais tempo. Quando refrigeradas, devem ficar na gaveta inferior da geladeira, em sacos plásticos perfurados ou fechados e mantidas a uma temperatura em torno de 6o C, pois o ar gelado pode "queimá-las". Ao serem acondicionadas desta forma é necessário que as verduras e o saco plástico estejam secos.

O verão não combina com alimentos muito gordurosos (carne de porco, chocolate, amendoim etc.) por serem de difícil digestão. Por mais quente que esteja o dia, não compre sorvetes e refrescos de origem desconhecida, pois não há como saber qual a procedência da água e dos componentes utilizados. Os sorvetes à base de frutas são mais refrescantes e menos calóricos, os que contêm leite em sua composição são mais nutritivos e gordurosos.


Ao adquirir água mineral, o consumidor deve começar prestando atenção ao local onde a embalagem está colocada. Não compre as que estiverem próximas a lugares aquecidos (chapas, fornos elétricos etc.), ou expostas ao sol, pois o calor propicia o crescimento de algas que modificam a coloração da água, de amarelo a verde, tornando-a imprópria ao consumo.


Também não compre as que estiverem perto de produtos que exalam cheiro forte (higiene, limpeza, bombas de gasolina etc.). Nestes casos o plástico absorve odores que podem contaminar a água.


Certifique-se de que não há sujeira ou detritos no interior da embalagem e se o lacre não está rompido ou mesmo ausente, apresentando vazamento ou rachaduras.Esteja alerta quanto à data de validade e integridade da embalagem quando for adquirir bebidas em promoções.


A compra de água de ambulantes em semáforos, ruas, parques e pedágios deve ser evitada pois, além de estar sob os raios solares, muitas não possuem rótulo e lacre, levando a crer que não passou por análise e inspeção do órgão fiscalizador competente.


Atenção a rotulagem de todos os produtos alimentícios. De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, nela devem constar informações claras e precisas, em língua portuguesa, sobre a quantidade (peso, volume), composição, data de fabricação e validade, origem e identificação do fabricante ou importador, valores nutricionais, entre outros. A água mineral deve trazer ainda dados do distribuidor, assim como identificação da fonte, número de registro no órgão competente (Ministério da Saúde) e data de envasamento.


Fonte: guaporealimentos.com.br

DOENÇAS TRANSMITIDAS POR ALIMENTOS


Surtos de Doenças Transmitidas por Alimentos (DTA) são causados por inúmeros agentes etiológicos (bactérias, vírus, parasitas) e se expressam por um grande elenco de manifestações clínicas. Elas afetam o intestino, causando diarréia e gastroenterite. Febre, náuseas, vômitos, anorexia, dor abdominal, diarréia, mal-estar, tontura, cefaléia, alterações neurológicas, prostração e desidratação são também manifestações que, se não cuidadas, podem causar problemas sérios e até a morte.




Os problemas causados por alimentos são mais graves em crianças e idosos. Nessas faixas etárias, o organismo está mais susceptível a ser afetado pela ingestão de alimentos ou água contaminados. No caso das crianças, o peso corporal (em relação a um adulto) é um fator relevante.
Salmonelose, botulismo, febre tifóide, brucelose, toxoplasmose, cólera, hepatite A, cisticercose, entre outras, são algumas doenças que podem ser transmitidas por alimentos. No verão, o risco desses problemas ocorrerem aumenta, já que as altas temperaturas criam condições propícias para a deterioração dos alimentos.

É importante lembrar que ocorrendo alguns dos sintomas dessas doenças, especialmente diarréia e vômito, deve-se evitar a automedicação. A melhor conduta a ser adotada é aumentar a ingestão de líquidos, principalmente a água, para repor as perdas e evitar a desidratação. Se a diarréia persistir, procurar um médico.


Para evitar tais transtornos, é preciso adotar práticas adequadas em todas as etapas de preparo e consumo dos alimentos, tais como: lavar as mãos antes e depois da preparação, não misturar itens crus e cozidos, cozinhar os alimentos em temperatura adequada e utilizar somente água potável.



Além disso, alimentos como frutas, legumes e hortaliças devem ser higienizados ainda com maiores cuidados se forem consumidos crus. Para a higienização de hortaliças é preciso lavar em água corrente folha a folha. O mesmo com frutas e  legumes. É necessário colocá-los de molho por 10 minutos em água clorada (1colher de sopa de cloro para cada litro de água). Depois, enxaguar em água corrente, enxugar e manter sob refrigeração até a hora de servir.





CUIDADOS COM A SAÚDE NO VERÃO


Olá!!!!!!
Hoje começa oficialmente o verão no hemisfério sul. Lindos dias de sol, praia e luz,
mas também riscos para a saúde se não tomarmos os devidos cuidados. Por isso, a partir de hoje, entre outros assuntos, estarei postando alguns artigos sobre cuidados gerais com a saúde no verão, 
não esquecendo de mais uma vez alertar sobre a dengue, porque além do sol e calor, estamos entrando também numa estação de chuvas. Confiram os posts e não deixem de se inscrever como seguidores do blog. 
Abraços a todos

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Seja um seguidor do blog


Boa noite, amigo e amiga!
Este post é para agradecer sua visita aqui no blog, e desejar-lhe desde já um Natal de muita paz, com família reunida, confraternização e Jesus no coração. Aproveitando, quero convidar você para ser um seguidor do blog ASSUNTO DE SAÚDE. Para isso você só precisa clicar no botão SEGUIR, na guia à sua direita. Quando abrir a janela SEGUIR ASSUNTO DE SAÚDE ou SEGUIR ESTE BLOG, clique na conta que desejar (Google, yahoo etc) e faça loguin. Se você tiver orkut, pode escolher a conta do google e fazer login com seu email e senha do orkut.
Abração e até a próxima postagem!

domingo, 19 de dezembro de 2010

Assado de Pernil

Ingredientes

•5 dentes de alho

•1 xícara (chá) de caldo de limão

•3 folhas de louro

•Noz moscada a gosto

•5 kg de pernil

•1 pimenta

•1 ramo de alecrim

•3 colheres (sopa) de sal

•3 xícaras (chá) de vinho branco seco

Modo de preparo



•Bata todos os temperos no liquidificdor, exceto o alecrim, o louro e o sal que deverão ser juntados ao tempero depois de batido.

•Mergulhe o pernil neste tempero por 12h (deixe em geladeira).

•Leve ao forno coberto com papel aluminio por 3h com o fogo médio.

•Retire o papel alumínio, regue o pernil com o molho que se formou e deixe até que atinja um tom dourado.

•Decore com abacaxi e ameixas.

Salpicão Tradicional de Natal

1 porção = 80 g

número de porções = 10

Valor nutricional e calórico por porção

calorias = 132 kcal

carboidratos = 15.01 g

proteínas = 6.7 g

lipídios = 5.41 g

Ingredientes

- 1 cenoura média ralada

- 1 1/2 talos de salsão limpos e picados

- 1 xícara (chá) de uva-passa branca

- 1 colher (sopa) de suco de limão

- 1 maçã verde

- 1 ½ talos de cebolinha verde picados

- ½ xícara (chá) de creme de leite light

- 4 colheres (sopa) de maionese light

- 2 colheres (sopa) de mostarda

- 2 fatias grossas de peito de peru em cubos

Modo de Preparo

Misture bem todos os ingredientes em uma tigela. Arrume o salpicão numa travessa, decore com salsão e uvas passas. Leve para gelar e sirva em seguida.

Torta de Maracujá

1 porção = 1 fatia (85g)

número de porções = 9]

Valor nutricional e calórico por porção

calorias = 115 kcal

carboidratos = 15.1 g

proteínas = 3.6 g

lipídios = 3.2 g

Ingredientes

Massa

 2 colheres (sopa) de margarina light

 adoçante em pó de forno e fogão a gosto

raspas de casca de limão

 1 xícara (chá) de farinha de trigo

Recheio

2 xícaras (chá) de leite desnatado

 1 colher (sopa) de amido de milho

 adoçante em pó a gosto

 ½ xícara (chá) de suco de maracujá

 1 envelope de gelatina em pó sem sabor

 maracujá para decorar

Para a Massa:

misture os ingredientes até formar uma massa firme. Forre o fundo de uma forma de aro removível. Asse em forno médio pré-aquecido até dourar.

Para o Recheio:

misture o leite desnatado, o amido e o adoçante e leve ao fogo até ferver. Derreta a gelatina em um pouco de água fria e coloque na panela, mexendo até derreter bem. Adicione o suco e espere amornar. Coloque sobre a massa e leve para gelar.

Farofa Agridoce

Tipo de Culinária: Outros

Categoria: Guarnições

Subcategorias: Amidos (arroz, farinhas, tubérculos)

Rendimento: 6 porções



500 gr de farinha de mandioca crua

1 unidade(s) de cebola em fatias

60 gr de damasco

60 gr de ameixa preta sem caroço

30 gr de nozes picada(s)

30 gr de uva passa

100 gr de manteiga Mococa

quanto baste de sal



Em uma panela, derreta a manteiga. Refogue as fatias de cebola mexendo bem.

Acrescente os damascos, passas, ameixas e nozes, deixando refogar por cerca de 2 minutos.

Acrescente a farinha de mandioca crua e abaixe o fogo.

Mexa bem para absorver toda a gordura.

Continue mexendo até que a farinha comece a ficar levemente dourada.

Retire do fogo, corrija o sal e sirva como acompanhamento em temperatura ambiente.
Olá, amigo e amiga! Chegou mais um domingo e domingo é dia de receita culinária. Devido ao horário, não vai dar mais para você testar as receitas hoje, mas ficam aqui para outra ocasião - Natal, por exemplo. Hoje temos gostosuras light e outras nem tanto, mas tudo pode ser adaptado, não é? Dito tudo isto, vamos aos posts.
Um toque legal: a maioria das receitas aqui do blog são do Portal Cyber Cook. Acesse e conheça, você vai gostar! Lá tem milhares de receitas, de tudo que se possa imaginar ( até de mexido!!!!), para todos os gostos e para todo tipo de cozinheiro, do mais inexperiente até "chefs"  mais exigentes. Confira!!!

sábado, 18 de dezembro de 2010

OBESIDADE E SÍNDROME METABÓLOICA

A obesidade já se tornou uma das mais importantes epidemias do mundo moderno. Engana-se quem a trata apenas como um problema estético ou de aceitação social. A obesidade é uma doença com mortalidade proporcional ao grau de sobrepeso. Quanto maior, mais grave.

O método mais usado para avaliar obesidade é o índice de massa corporal (IMC). É um cálculo simples onde dividimos o peso pelo quadrado da altura, ou seja:

PESO (kg) /ALTURA ao quadrado (metros)

Exemplo: Uma pessoa de 1,70 metros pesando 90 kg.


90 kg /1,7 m x 1,7 m => 90 kg/2,89 m2 => IMC = 31,14 Kg/m2


A classificação baseada no IMC é a seguinte:


Baixo peso = IMC menor que 18,5 Kg/m2


Peso normal = IMC entre 18,5 e 24,9 Kg/m2


Sobrepeso = IMC entre 25 e 29,9 Kg/m2


Obesidade grau I = IMC entre 30 e 35 Kg/m2


Obesidade grau II = IMC entre 36 e 39,9 Kg/m2


Obesidade Mórbida = IMC > 40 Kg/m2

O paciente do exemplo acima é considerado obeso grau I.


Existem hoje no mundo 1,6 bilhões de pessoas com sobrepeso e 400 milhões de obesos. A principal causa é o sedentarismo associado a uma alimentação rica em calorias. Apenas um percentual muito pequeno dos obesos apresenta alguma doença que os predispõe a tal situação.


Alguns medicamentos podem levar ao ganho de peso, os principais são:


- Antipsicóticos: Olanzapina, Clozapina e Risperidona


- Antidepressivos: Amtriptilina e Paroxetina


- Antiepiléticos: Ácido Valpróico e Carbamazepina


- Corticóides


É importante ressaltar que existe diferença entre ganhar peso e ficar obeso. Não se pode colocar a culpa de um IMC de 35 kg/m2 nas drogas descritas acima.


Todas as pessoas com IMC > 25 kg/m2 devem ter a circunferência abdominal medida. Homens e mulheres com cintura maior que 102 cm e 88 cm respectivamente, apresentam maiores riscos de desenvolver doenças relacionadas a obesidade.


A chamada obesidade central é a que traz maior risco de doenças cardiovasculares e morte precoce. Pessoas com acúmulo de gordura na região abdominal apresentam a chamada gordura visceral, que é o excesso desta em volta dos órgãos. O acúmulo de gordura predominantemente nas coxas e quadris oferece menor risco, pois apresenta menor acometimento dos órgãos internos. É o corpo em forma de maçã versus o corpo em forma de pêra. (ver figura no alto da matéria).


Uma outra maneira de avaliar a gordura central é através da relação entre o comprimento da cintura e do quadril. Valores maiores que 1 em homens e 0,8 em mulheres indicam maior risco de doenças relacionadas a obesidade.


A partir de 35 Kg/m2 essas medidas perdem valor já que todos apresentam maior incidência de doenças.

Uma das consequências é o desenvolvimento da síndrome metabólica, também chamada de síndrome x.

O que é a síndrome metabólica ?
É considerado portador desta síndrome quem possui pelo menos 3 dos 5 critérios abaixo:


Circunferência abdominal maior que 102 cm em homens e 88 cm em mulheres


Níveis de triglicerídeos sanguíneos maiores que 150 mg/dl


Colesterol HDL (colesterol bom) menor que 40 mg/dl em homens e 50 mg/dl em mulheres


Pressão arterial maior que 130 /85 mmHg ( leia sobre valores da pressão arterial em Hipertensão)


Níveis de glicose em jejum maiores que 100 mg/dl Pessoas obesas e/ou portadoras da síndrome metabólica apresentam maiores riscos de desenvolver diabetes e doenças cardiovasculares.


Pessoas com excesso de peso apresentam maior morbidade (existência de doenças associadas) e maior mortalidade do que pessoas com peso normal. A simples presença de sobrepeso já é suficiente para reduzir a expectativa de vida. O risco de morte chega a ser 3x maior em obesos do que em pessoas com IMC normal.

Ao contrário do que se possa pensar, o tecido adiposo (gorduroso) não é simplesmente um monte gordura inativa. É na verdade um tecido metabolicamente ativo produtor de enzimas que causam resistência ao funcionamento da insulina, elevação da pressão arterial, aumento do depósito de colesterol nos vasos e outras ações que elevam a morbidade do doente obeso.

Para se ter uma idéia dos malefícios do sobrepeso, além da síndrome metabólica, as seguintes doenças estão associadas a obesidade:


- Hipertensão


- Diabetes tipo 2


- Colesterolemia


- Infarto do miocárdio


- insuficiência cardíaca


- AVC


- Trombose venosa


- Demência


-Refluxo gastro-esofágico


- Câncer de esôfago, cólon, rins, fígado, pâncreas e linfoma


- Osteoartrite e lesões articulares, principalmente joelhos


- Glomerulonefrite e Síndrome nefrótica)


- Insuficiência renal)


- Cálculo renal


- Apnéia do sono


-Hisurtismo (crescimento de pêlos nas mulheres)


- Gota

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Postado abaixo outro artigo que trata do tema tuberculose. Escrito em 2003, mas retratando uma situação que permanece na atualidade. Perspectivas de mudança? Não sei.

Opinião - Time ... Bomb - A Tuberculose de hoje!

• Autor: Wanir José Barroso


• Ano: 2003


• Fonte: Revista Riopharma (CRF-RJ)


• Qualificação do Autor:


• Sanitarista do CRPHF/MS, especialista em Pneumologia Sanitária. (wbarroso@netyet. com.br)


• Opinião:


• Com estatísticas crescentes, a tuberculose infecção e a tuberculose doença vêm representando há alguns anos um retrato fiel da saúde pública praticada nos países em desenvolvimento.


A transmissão da tuberculose pulmonar se dá de forma lenta, silenciosa e invisível aos nossos olhos, pelas pequenas gotículas (aerossóis) expelidas durante a fala, espirro ou tosse do paciente doente em ambientes pouco arejados. Todos somos suscetíveis diante de tais gotículas infectantes.


A tuberculose além de doença da miséria no Brasil e no mundo, não respeita fronteiras, classe social, cor da pele, sexo ou idade. Médicos, enfermeiros, assistentes sociais, farmacêuticos e técnicos de laboratório que estão à frente do diagnóstico e tratamento da tuberculose nas Unidades de Saúde engrossam estas estatísticas.


O não pensar em tuberculose diante de pacientes com sintomas respiratórios, não apenas retarda o diagnóstico e a inserção desses pacientes nos programas institucionais de tratamento, como também compromete a dimensão do risco ocupacional, subestima o risco biológico e coloca a biossegurança em tuberculose em um plano secundário.


Pensar em tuberculose e investir em biossegurança na Unidade de Saúde representa investir em qualidade, representa investir na proteção daqueles que estão na linha de frente do controle da tuberculose, representa investir na contenção de riscos. O uso de proteção respiratória adequada e a adoção de medidas administrativas e de controle ambiental nas Unidades de Saúde podem minimizar o risco biológico e deixar o ambiente de trabalho com níveis aceitáveis de risco ocupacional e de biossegurança.


Cada caso de tuberculose não diagnosticado, perdido no seio da população, geram cerca de 20 novos casos de tuberculose infecção ou doença no período de um ano. Entre todos os infectados, uns desenvolvem a doença e outros apenas a viragem tuberculínica. Quanto mais aglomerada viver a população, maiores as chances de transmissão do bacilo entre os que estão entorno do caso.


Cada caso que abandona o tratamento seqüencial de 6 meses, além da possibilidade de gerar novos casos, possibilita transformar o bacilo inicialmente sensível em um bacilo multirresistente (TBMR) às drogas prescritas em sua fase inicial.


Um paciente abandonador de tratamento, além de encurtar suas chances de cura, transforma seu novo tratamento em um tratamento doloroso, caro para os cofres públicos e penoso para a saúde pública, pois a possibilidade de surgirem novos casos de tuberculose primariamente multirresistentes a partir deste, passa a ser uma realidade. Não são raros, pacientes abandonadores de tratamento transformarem-se em pacientes sem possibilidades terapêuticas. Estes casos representam a pena de morte silenciosamente imposta pelo bacilo diante do abandono do tratamento. Não são raros também, pacientes serem abandonados pelas Instituições de Saúde.


O abandono de tratamento tem múltiplas causas que vão desde a desinformação sobre a doença, a prevenção e o tratamento, a falsa sensação de cura logo após o início do tratamento, os efeitos colaterais dos medicamentos, e principalmente à impossibilidade da Unidade de Saúde dar solução aos demais problemas que afligem o paciente doente, como a fome, o desemprego, o uso de drogas lícitas e ilícitas, o transporte, a educação e a moradia digna, arejada, limpa e com certo conforto.


Para controlar a tuberculose hoje no Brasil e no mundo, não basta apenas retirar o bacilo dos pulmões daqueles que conseguem suportar o tratamento nas Unidades de Saúde, mas lhes fornecer junto com o tratamento, alimentos, transporte inclusive para retornar periodicamente à Unidade de Saúde, moradia digna e arejada, esperanças de cura, de vida e de dias melhores.






Não devemos esperar que a tuberculose chegue à Unidade de Saúde em busca de socorro pelas próprias pernas. Ir ao seu encontro, localizá-la e mapeá-la, facilitar o acesso ao diagnóstico e tratamento dos infectados e doentes, aumentar o nível de informações sobre a doença além de promover o estabelecimento de parcerias comunitárias e institucionais deve ser meta e estratégia dos Programas de Controle. Caso contrário estaremos transformando os Programas de Controle de Tuberculose (PCT) em simples Programas de Tratamento de Casos que Aparecem. E a cada caso que aparece e consegue chegar, tem ainda atrás dele possivelmente muitos outros ainda por chegar. Este é o risco de explosão dessa Time Bomb, a tuberculose de hoje!


Fonte www4.enspfiocruz.br

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

MINISTÉRIO DA SAÚDE PUBLICA CADERNOS DE ATENÇÃO PRIMÁRIA

Informativo DAB 2010 Dia14/12/2010
Primando por alta qualidade, o Ministério da Saúde publica sua nova Coleção: os Cadernos de Atenção Primária (CAPs) – uma modernização dos atuais Cadernos de Atenção Básica (CABs). Confira em www.saude.gov.br/dab
        O Ministério da Saúde, por meio do Departamento de Atenção Básica da Secretaria de Atenção à Saúde, resolveu modernizar sua mais importante coleção: os Cadernos de Atenção Básica (CABs).
    A coleção mudou de nome e passa a se chamar Cadernos de Atenção Primária (CAPs), mas a numeração segue a mesma. E para inaugurar a nova Coleção e fechar com chave de ouro o ano de 2010, o Ministério da Saúde publica os dois primeiros números ao mesmo tempo: Atenção à demanda espontânea na APS (nº 28) e Rastreamento (nº 29).
    Apesar do termo Atenção Básica ainda ser muito utilizado no país, para o Departamento de Atenção Básica ambos têm significados muito semelhantes. No entanto, a terminologia “Atenção Primária à Saúde” representa melhor a proposta da Estratégia Saúde da Família, e facilita as traduções para outros idiomas, agregando valor às publicações brasileiras e/ou em português.
    Os novos Cadernos de Atenção Primária (CAPs) estão mais atuais, científicos e consistentes. Foram escritos por profissionais com experiência na assistência e embasamento nas evidências científicas possibilitando que seu conteúdo esteja adequado a prática dos profissionais que trabalham na APS do país.
    O objetivo do CAP 28 é instrumentalizar as equipes de APS para a organização da demanda espontânea e o manejo de queixas clínicas mais comuns presentes no dia a dia dessas equipes, além de abordar algumas situações de urgência e emergência que podem adentrar as Unidades Básicas de Saúde (UBS).
    Além disso, o CAP 28 traz uma novidade: um caderno de bolso para o profissional (médicos, enfermeiros, dentistas) com todas as propostas de fluxogramas de atendimentos trazidos no CAP.
    No CAP 29, a questão do rastreamento e do diagnóstico ou detecção precoce de doenças é salientada como de extrema relevância para a prática da APS. Nele são apresentadas algumas das atuais recomendações a respeito do câncer e outras condições clínicas. O Caderno apresenta, também, reflexões sobre as implicações destas práticas para o cotidiano das equipes de Saúde da Família, abordando temas como a medicalização excessiva e a prática da prevenção quaternária – relacionada a toda ação que atenua ou evita as consequências das intervenções médicas excessivas.

    O Ministério da Saúde acredita que melhorando continuadamente a qualidade de suas publicações contribuirá efetivamente para a boa prática clínica das equipes de atenção primária do país. E deseja que todos façam bom uso das novas publicações. Boa leitura!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Sobre os posts abaixo:

Os dois artigos seguintes tem praticamente o mesmo conteúdo. Só postei os dois por uma questão de detalhes mínimos que possam estar presentes em um e não no outro. Ambos muito bons, bastante didáticos. O que não teve a fonte citada está nos meus arquivos desde antes da criação do blog, por isso não tinha a preocupação de registrar a fonte de pesquisa, mas ambos foram extraidos de sites com conteúdo relacionado à saúde e nutrição.
Jacira

Colesterol, Triglicerídeos



O colesterol é uma substância gordurosa encontrada em todas as células no nosso corpo. Ele é essencial para a formação das membranas celulares, para a síntese dos hormônios como a testosterona, estrogênio, cortisol e outros, para a produção da bile, para digestão de alimentos gordurosos, para formação da mielina (bainha que cobre os nervos), para metabolização de algumas vitaminas (A, D, E e K) etc...

O colesterol tem 2 origens: a endógena, ou seja, produzido pelo nosso próprio corpo, principalmente pelo fígado, e a exógena, adquirida através dos alimentos.

Como se trata de uma substância gordurosa, ela não se dissolve no sangue. É como gotas de óleo na água. Portanto, para viajar através da corrente sanguínea e alcançar os tecidos periféricos, o colesterol precisa de um transportador. Essa função cabe as lipoproteínas que são produzidas no fígado. As principais são:

- VLDL (Very low-density lipoprotein)
- LDL (Low-density lipoprotein)
- HDL ( High-density lipoprotein)

O VLDL transporta triglicerídeos e um pouco de colesterol. O LDL transporta colesterol e um pouco de triglicerídeos. O HDL faz o caminho inverso, tira colesterol dos tecidos e devolve para o fígado que vai excretá-lo nos intestinos.

Concentrações elevadas de VLDL e LDL estão associados a deposição de gordura na parede dos vasos, levando a formação de placas. Esse processo é chamado de aterosclerose. São placas de gordura diminuem a luz dos vasos. Também causam lesão direta na parede, diminuindo a elasticidade das artérias. Tudo isso favorece a obstrução do fluxo de sangue e do aporte de oxigênio e nutrientes aos tecidos. O resultado final é o infarto, o AVC, a isquemia dos membros etc...

O aumento do colesterol é chamado de dislipidemia.

Enquanto que o LDL e o VLDL levam colesterol para as células e facilitam a deposição de gordura nos vasos, o HDL faz o inverso, promove a retirada do excesso de colesterol, inclusive das placas arteriais.

Por isso o HDL é chamado colesterol bom e o VLDL e o LDL, colesterol ruim.

A produção das lipoproteínas é regulada pelos níveis de colesterol. Colesterol derivado de gorduras saturadas e gordura trans favorecem a produção de LDL enquanto que gordura insaturada, encontrada no azeite, peixes, amêndoas, promove a produção do HDL.

Deixou-se de valorizar o valor do colesterol total ( HDL + LDL + VLDL) para dar mais atenção aos valores individuais de HDL e LDL.

Exemplos:
Paciente 1 - LDL 150, HDL 20 e VLDL 20 = colesterol total de 190
Paciente 2 - LDL 100, HDL 65 e VDL 25 = colesterol total de 190

O paciente 1 apresenta mais riscos de aterosclerose do que o paciente 2 , apesar de terem o mesmo nível de colesterol total.

Quais são os valores de HLD e LDL normais e  perigosos?

LDL
Menor que 100 mg/dL - Ótimo
Entre 101 e 130 mg/dL - Normal
Entre 131 e 160 mg/dL - Normal/alto
Entre 161 e 190 mg/dL - Alto
Maior que 190 mg/dL - Muito alto

HDL
Menor que 40 mg/dL - Baixo (ruim)
Entre 41 e 60 mg/dL - Normal
Maior que 60 mg/dL - Alto (ótimo)

Uma dieta rica em gorduras insaturadas e pobres em saturadas está indicada para todas as pessoas. O aumento do colesterol LDL está relacionado a fatores genéticos e alimentares. Uma vez que 75% do colesterol é endógeno e apenas 25% vem da alimentação, algumas pessoas não conseguem normalizar os níveis de LDL apenas com dieta e precisam tomar medicamentos. Exercícios físicos também ajudam a elevar o HDL e diminuir o LDL.

A decisão de quando começar os remédios depende dos valores de LDL e HD, mas também da presença de outros fatores de risco para doença cardiovascular, nomeadamente:

- Cigarro
- Hipertensão
- Diabetes
- Insuficiência renal crônica
- Obesidade e Síndrome metabólica
- Idade maior que 45 anos.

Quanto mais fatores de risco você tiver, mais baixo deve ser seu colesterol. Grosso modo, podemos resumir da seguinte maneira os alvos:

1 fator de risco - Colesterol LDL menor que 160 mg/dL
2 ou mais fatores de risco - Colesterol LDL menor que 130 mg/dL
Pacientes com alto risco ou com passado de doença coronariana - Colesterol LDL menor que 100 mg/dL

Trabalhos mais recentes começam a sugerir um LDL menor que 80 para pacientes de alto risco. HDL muito baixo também é considerado fator de risco, mesmo com LDL não muito elevado. Já se pode indicar tratamento apenas baseado no seu valor.

Atenção: Colesterol alto não dá cansaço, dor de cabeça, falta de ar, prostação ou qualquer outro sintoma. A dislipidemia é uma doença silenciosa. A única maneira de se saber os níveis de colesterol é através da análise de sangue.

 Indivíduos com HDL elevado, acima de 100mg/dl apresentam baixo risco de doença cardíaca, principalmente se o LDL for baixo.

 T
riglicerídeos

A hipertrigliceridemia, também é fator de risco para aterosclerose, principalmente se associados a níveis baixos de HDL.

Os triglicerídeos estão intimamente ligados ao VLDL e seu valor costuma ser 5x maior. Por exemplo, um indivíduo com VLDL de 30 mg/dL, terá níveis de triglicerídeos ao redor de 150 mg/dL.

Os valores normais de triglicerídeos são:

Até 150 mg/dL = normal
Entre 150 e 199 mg/dL = limítrofe
Entre 200 e 500 mg/dL = elevado
Maior que 500 mg/dL= muito elevado

O tratamento para baixar os triglicerídeos consiste em exercícios aeróbicos regulares, redução de peso e controle da ingestão de carboidratos (massas, doces, refrigerantes etc) e álcool.

A dieta associada a prática de esportes é mais bem sucedida na redução dos triglicerídeos do que no colesterol LDL, principalmente no sexo masculino. Enquanto a maioria dos pacientes com colesterol alto acaba precisando de drogas, pacientes disciplinados conseguem controlar seu triglicerídeo sem precisar apelar para medicamentos.

A elevação do colesterol, e principlamente dos triglicerídeos, estão associados à uma maior incidência de acúmulo de gordura no fígado, chamado de esteatose hepática.

Do mesmo modo que a hipercolesterolemia pode ter origem genética, a hipertrigliceridemia também. Nestes individuos existe um alto risco de pancreatite aguda.
TratamentoDieta alimentar, exercício físico e controle do peso são condições essenciais no controle e tratamento da dislipidemia.
As drogas de escolha para redução do LDL e aumento do HDL são as estatinas, também chamadas de inibidores da enzima HMG-coA reductase (enzima do fígado responsável pela produção de colesterol). As estatinas também agem na redução dos triglicerídeos.

As estatinas mais prescritas são:
- Sinvastatina
- Atorvastatina
- Fluvastatina
- Pravastatina
- Rosuvastatina
- Lovastatina

A rosuvastatina e a atorvastatina são as mais fortes e conseguem reduções do colesterol com menores doses. Porém, quando se comparam doses equivalentes, não há diferenças nos resultados entre todas as estatinas. Portanto, a escolha deve ser individual, baseado nas condições econômicas e na adaptação do paciente à droga. Todas são efetivas.

Os principais efeitos colaterais são a dor muscular e as câimbras. Em alguns casos a lesão muscular pode ser séria e indicar a interrupção da droga. Hepatite medicamentosa também pode ocorrer.

Apesar das estatinas agirem nos níveis de triglicerídeos, os fibratos são uma classe com ação mais intensa para esse fim. Os fibratos reduzem os tiglicerídeos mas praticamente não intereferem no colesterol LDL.

Os fibratos mais usados são:
- Fenofibrato
- Benzafibrato
- Genfibrozil
- Clofibrato
- Ciprofibrato

A associação entre fibratos e estatinas deve ser feita com cautela, uma vez que há aumento do risco de lesão muscular com o uso concomitante dessas drogas.

ENTENDENDO O COLESTEROL



Apesar da má fama, ele é um tipo de gordura importante para o corpo

O colesterol faz parte da membrana das células, está envolvido na síntese de hormônios e da bile. Por isso, é normal ter colesterol. Entretanto, quando a quantidade no sangue está elevada, passa a ser um fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares como, por exemplo, angina, ataque cardíaco, derrame, aterosclerose. Ser um fator de risco não significa que quem está com colesterol alto vai ter algum problema nas artérias ou no coração, mas a probabilidade de isso vir a ocorrer aumenta. Assim, é necessário mudar alguns aspectos relacionados ao estilo de vida para que os níveis de colesterol no sangue diminuam.De onde vem o colesterol do sangue?
 O colesterol encontrado no sangue vem de duas fontes.

A primeira fonte é o colesterol produzido no fígado. Cerca de 75% do colesterol encontrado no sangue tem como origem o fígado.

A segunda fonte é o alimento. O colesterol é uma gordura encontrada somente nos alimentos de origem animal. Portanto, alimentos de origem vegetal não apresentam colesterol, mesmo que sejam óleos (de soja, milho, canola, girassol, azeite) ou cremes vegetais. Os outros 25% restante do colesterol sangüíneo são obtidos dos alimentos.


O colesterol não percorre o nosso sangue sozinho, pois por ser uma gordura, não é solúvel no sangue. Ele sempre está acompanhado das chamadas lipoproteínas, entre as principais, as que chamamos de colesterol ruim e colesterol bom.

- LDL-colesterol: chamada também de colesterol ruim. Ela transporta cerca de 70% do colesterol encontrado no sangue. Devido à suas características, a LDL-colesterol em excesso se deposita na parede dos vasos sanguíneos, formando placas de gorduras. Essas placas impedem a passagem de sangue e modificam as paredes dos vasos, levando ao desenvolvimento das doenças coronarianas. Por isso, o desejado é que essa lipoproteína esteja presente em pequenas quantidades no sangue. O nível de LDL-colesterol sangüíneo tido como ótimo é menor do que 100 mg/dL.

- HDL-colesterol: é o conhecido colesterol bom. A fama vem da sua função de retirar o colesterol ligado à LDL do sangue e levá-lo ao fígado para ser metabolizado. A HDL faz uma faxina, retirando o que é ruim do sangue. Por isso, quanto maior o nível de HDL no sangue, melhor. Nível elevado de colesterol bom é um fator de proteção e, por isso, não está relacionado com o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. É desejado taxa de HDL-colesterol maior ou igual a 60 mg/dL.

Triglicerideos: mais uma gordura que merece destaque:
Os triglicerideos são um tipo de gordura que estão relacionados com o aumento do colesterol ruim (LDL-colesterol). Por isso, muitas pessoas que estão com a taxa de triglicerideos elevada, também possuem taxa de colesterol alta.

O excesso de triglicerideos no sangue, normalmente, é acompanhado de sobrepeso ou obesidade, vida sedentária, alta ingestão de bebidas alcoólicas e uma alimentação rica em carboidratos. O excesso de calorias, álcool e açúcar no sangue são convertidos em triglicerideos. Por isso, uma dieta controlada em carboidratos, restrita em gorduras ruins, o combate ao excesso de peso e aumento da atividade física devem ser incentivados. A taxa de triglicerideos normal no sangue é a quantidade menor do que 150 mg/dL.

O que pode ser feito?
Alguns fatores relacionados com o colesterol elevado são totalmente modificáveis. São eles:
- Alimentação
- Peso corporal: quem está com sobrepeso ou obesidade deve fazer uma alimentação com restrição de calorias para atingir o peso adequado.


- Atividade física: combate do sedentarismo. O aumento da atividade física, além de estar relacionado com a diminuição do colesterol ruim (LDL-colesterol), também ajuda no controle do peso.


A principal característica da alimentação de quem está com o colesterol elevado é:
- Colesterol: deve estar presente na quantidade menor a 300 mg por dia. Se há a presença de histórico de doença cardiovascular, esse valor desce para 200 mg por dia.
- Gorduras saturadas: deve estar presente na quantidade máxima de 7% do valor calórico da alimentação.
- Gorduras monoinsaturadas e polinsaturadas: deve compor 20% do valor calórico da dieta.
- Fibras: 25 a 30 gramas por dia

Colocando em prática, isso significa:
- Evite alimentos ricos em gordura animal. Eles são as principais fontes de gordura saturada e colesterol. Por isso, evite carnes gordas rica em gorduras visíveis e descarte a pele dos frangos.
- Prefira peixe e carnes magras.
- Restrinja  mortadela,  salame,  presunto, linguiça, salsicha.
- Dê preferência aos leites desnatados. Um copo (200 mL) de leite integral apresenta 18 mg de colesterol. A mesma quantidade de leite desnatado contém 6 mg.
- Derivados de leite: iogurtes sempre os light, diet ou desnatados. Os queijos com menor quantidade de gordura e colesterol são a ricota e o cottage. Há no mercado queijos frescal light que também podem ser utilizados.
- Evite os queijos ricos em gorduras como o prato, mussarela, parmesão, catupiry, gorgonzola.
- Há alimentos que escondem a gordura saturada e o colesterol: bolos, sorvetes, tortas e doces, normalmente, contêm manteiga, o mesmo ocorre com o creme vegetal, leite integral, leite condensado, creme de leite e gema de ovo. Portanto, devem ser evitados.
- Evite as frituras. Os óleos vegetais não apresentam colesterol. As frituras apresentam elavada quantidade calórica e quem precisa controlar o peso deve evitá-las.
- Frutas: pelo menos, duas vezes ao dia.
- Legumes e verduras: todos os dias devem ser ingeridas.

- Dê preferência aos cereais integrais (arroz, aveia, trigo, pão). Evite os refinados.

Mudanças na alimentação, controle do peso e combate ao sedentarismo são suficientes para que o colesterol volte aos níveis normais ou desejados para a maioria das pessoas que apresentam taxas elevadas. Entretanto, algumas pessoas podem ter a necessidade do uso de medicação. Somente o médico de confiança é capaz de avaliar a necessidade do medicamento, qual deve ser utilizado e a dose adequada.

Abaixo, verifique os valores das taxas sangüíneas de colesterol total, LDL-colesterol, HDL-colesterol e triglicerideos.

Taxa sangüínea de colesterol
total
 Desejada: menor de 200 mg/dL
 Limite: de 200 a 239 mg/dL
 Elevado: 240 mg/dL ou mais

Taxa de LDL-colesterol (colesterol ruim)
Ótimo: menor do que 100 mg/dL
Próximo do ótimo: de 100 a 129 mg/dL
Limite: de 130 a 159 mg/dL
Alto: de 160 a 189 mg/dL
Muito alto: 190 mg/dL ou mais

Taxa de HDL-colesterol
Desejável: 60 mg/dL ou mais

Taxa de triglicerideos
Normal: menor de 150 mg/dL
Limite: 150 a 199 mg/dL
Alto: 200 a 499 mg/dL
Muito alto: 500 mg/dL ou mais  


 Fonte: minhavida.com.br

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

TABULE DE LEGUMES


1 xícara (chá) de trigo para kibe

1/2 xícara (chá) de água fervente
2 xícaras (chá) de brócolis cozido e picado

1 unidade de cenoura ralada
1 unidade de cebola ralada

quanto baste de cebolinha verde picada finamente
quanto baste de sal
2 colheres (sopa) de azeite
quanto baste de pimenta síria

Colocar em um recipiente o trigo já regado com a água fervente, o brócolis, a cenoura, a cebola, a cebolinha, a pimenta síria e o azeite. Misture. Sirva em seguida.

TORTA DE LIQUIDIFICADOR


 4 ovos

 1 xícara de chá de óleo

  Meia ícara de chá de leite
 100 g de queijo parmesao ralado

 1 xícara de chá de amido de milho (maizena)

 1 colhe de sopa de fermento em po

 1 pitada de sal.


Coloque todos os ingredientes no liquidificador e
bata em velocidade máxima. Unte um refratário e coloque metade da massa,
depois o recheio de sua preferência e por cima o restante da massa.
Asse em forno moderado por cerca de 25 minutos.

BRIGADEIRÃO LIGHT

número de porções = 12

Valor nutricional e calórico por porção
calorias = 158 kcal
carboidratos = 22.12 g
proteínas = 5.52 g
lipídios = 5.45 g

Ingredientes

 1 lata de leite condensado light
 1 lata de creme de leite light
 1 xícara (chá) de achocolatado diet
 1 colher (sopa) de margarina light
 3 ovos inteiros
 chocolate granulado diet

Modo de Preparo
Junte todos os ingredientes e bata no liqüidificador por alguns minutos. Coloque a mistura em uma forma de vidro com furo, untada com margarina light e leve ao microondas por 10 minutos na potência alta. Quando estiver morno, desenformar e cobrir com chocolate granulado diet.

ARROZ DOCE LIGHT

1 porção = 1 taça (sobremesa)

Número de porções = 8

Valor nutricional e calórico por porção:
calorias = 90 kcal
carboidratos = 18.3 g
proteínas = 3.4 g
lipídios = 0.1 g

Ingredientes
1/2 L de água
 1 xícara (chá) de arroz
 1/2 L de leite desnatado
 3 colheres (sopa) de adoçante em pó
 8 cravos
 canela para polvilhar

Modo de Preparo
Coloque em uma panela o arroz, a água, o adoçante e os cravos. Cozinhe até secar e misture o leite. Retire do fogo, coloque em um refratário e polvilhe a canela.

porção = (70g)

domingo, 12 de dezembro de 2010

INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO

O Infarto do Miocárdio faz parte de um grupo de doenças chamado Doenças Isqüêmicas do Coração.
O infarto é a destruição da musculatura miocárdica, devido à deficiência de fluxo sangüíneo para uma região do músculo cardíaco, cujas células sofrem necrose por falta de aporte nutritivo. A interrupção do fluxo coronário quase sempre é devido ao estreitamento repentino de uma artéria coronária pelo ateroma (aterosclerose), ou pela obstrução total de uma coronária por êmbolo ou trombo (coágulo sangüíneo).
A destruição do músculo do coração, é causado em geral por depósitos de placas de ateroma nas artérias coronárias. Essas placas nada mais são do que o acúmulo de células dentro dos vasos sangüíneos, conseqüentes as lesões dos próprios vasos, bem como depósitos de gordura, que vão aumentando com o tempo, formando verdadeiras "rolhas" no interior das artérias do coração.
As doenças isquêmicas são as doenças cardíacas mais comuns, constituindo a primeira causa de morte nos Estados Unidos.

ETIOPATOGENIA

O infarto do miocárdio está mais freqüentemente associado a uma causa mecânica, isto é, interrupção do fluxo sangüíneo para uma determinada área, devido a obstrução completa ou parcial da artéria coronária responsável por sua irrigação.A extensão da necrose depende de vários fatores, tais como o calibre da artéria lesada, tempo de evolução da obstrução e desenvolvimento da circulação colateral. Esta, quando bastante extensa, é capaz de impedir a instalação de infarto, mesmo em casos de obstrução total da coronária.
Os pacientes que sofrem infarto, são geralmente do sexo masculino, pois são mais susceptíveis que as mulheres. Acredita-se que as mulheres tenham um efeito "protetor" devido à produção de hormônio (estrógeno), sendo que após a menopausa, devido à falta de produção desse hormônio, a incidência de infarto na mulher aumenta consideravelmente.
Existem vários fatores responsáveis pelo infarto do miocárdio, sendo eles: a idade, pois a incidência aumenta depois dos 50 anos. Outro fator que influencia o infarto do miocárdio é o colesterol. Quanto maior a quantidade de colesterol no sangue, maior a incidência de infarto. São conhecidos 3 tipos de colesterol: o de baixa densidade (LDL), o de muito baixa densidade (VLDL) e o de alta densidade (HDL). Este último, conhecido como "bom colesterol", parece ter um efeito protetor para o infarto do miocárdio, sendo ideal mantê-lo em níveis altos no sangue. Já o LDL, conhecido como "mau colesterol", aumenta a chance de infartos quando existe em níveis altos.
Muitas vezes, a pessoa tem o colesterol alto por causa de doenças hereditárias (hipercolesterolemia familiar), que fazem com que o corpo não consiga produzir as enzimas necessárias para "dissolver" a gordura. São os casos em que vemos pessoas bem jovens tendo infarto. É importante detectar esses casos na família, pois quando essas doenças são tratadas precocemente, é possível evitar que essas pessoas sofram infarto.
O diabetes também é apontado como uma doença que aumenta o risco de infarto do miocárdio. Como o diabetes pode ser transmitido hereditariamente, mais uma vez é importante saber se tem casos na família e detectar a doença precocemente.
A hipertensão (pressão alta), também aumenta o risco de infarto do miocárdio, assim como a obesidade, fazendo o coração trabalhar mais, exigindo mais sangue.
O fumo está intimamente relacionado com o infarto do miocárdio, sendo que os fumantes são 60% mais susceptíveis de sofrer infarto do miocárdio que os não-fumantes. O fumo causa não apenas a destruição de vasos do coração, como aumenta a chance de formar coágulos de sangue (trombose). Essa tendência a provocar coágulos piora ainda mais em mulheres que tomam pílulas anticoncepcionais, principalmente entre os 30 e 40 anos de idade.
A inatividade física e o "estresse" também desempenham um papel importante na produção do infarto.

QUADRO CLÍNICO

Embora quase sempre o infarto do miocárdio seja acompanhado de sintomas que chamam a atenção para um problema cardíaco, é possível que aconteça totalmente assintomático. Isto geralmente ocorre em pacientes diabéticos, ou que fazem uso de beta-bloqueadores, ou ainda no período pré e pós-opratório.
O sintoma mais freqüente é a dor torácica persistente, de início súbito, de intensidade variável, localizada sobre a região inferior do esterno e abdomem superior. A dor pode agravar continuamente, até se tornar quase insuportável. Pode surgir mesmo quando a pessoa está acordando ou fazendo bem pouco esforço. Pode irradiar-se para o ombro e braços, geralmente para o lado esquerdo. Em alguns casos irradia-se para a mandíbula e pescoço.
É uma dor violenta, constritiva, de duração prolongada (mais de 30 minutos a algumas horas de duração), não é aliviada pelo repouso, ou pela nitroglicerina.
A dor pode vir acompanhada de um aumento da freqüência respiratória, palidez, sudorese profusa, fria e pegajosa, tonteira e confusão mental. Pode haver, por um reflexo vagal, náuseas e vômitos.
Ao exame, o paciente quase sempre apresenta ansioso, inquieto, movendo-se para encontrar uma posição confortável.
A sensação de morte iminente é freqüente.

CARACTERÍSTICAS DA DOR DO IAM

Localização
Retroesternal,pode irradiar-se para o pescoço,mandíbula, epigástrio, ombro, braço esquerdo.
Tipo
Peso, compressão, queimação, constrição.
Duração
Início súbito, com 30 min. ou mais de duração, de intensidade variável.
Fatores Agravantes ou Atenuantes
Sem alívio.
Sintomas Associados
Dispnéia, sudorese, fraqueza, náu-seas, vômitos, ansiedade intensa.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico se baseia na história da doença atual do paciente, no eletrocardiograma e nos níveis séricos das enzimas. O prognóstico vai depender da extensão da lesão miocárdica.

Eletrocardiograma

É de grande valor para o diagnóstico do infarto do miocárdio: ele informa sobre sua localização, sua extensão e complicações associadas como bloqueio e arritmias. Apesar que as arritmias podem ocorrer até dentro de um prazo de 24 hrs. após o infarto.

Enzimas plasmáticas

O infarto do miocárdio e a conseqüente morte celular levam à perda da integridade do sarcolema ocasionando a liberação de certas enzimas na corrente sangüínea. A passagem destas enzimas para o plasma sangüíneo nos fornece dados úteis para o diagnóstico de infarto, sua extensão e evolução.
A creatinoquinase (CK) com sua isoenzima (CK-MB) é considerado o indicador mais sensível e confiável de todas as enzimas cardíacas.
A CK-MB é a isoenzima encontrada unicamente nas células cardíacas, e só estará aumentada quando houver destruição destas células.
Sendo assim a CK-MB é o indicador mais específico para o diagnóstico de infarto do miocárdio.

TRATAMENTO

O tratamento do infarto do miocárdio tem como objetivo reduzir a lesão do tecido afetado, cicatrização da área necrosada, preservar a integridade de tecido miocárdio normal e evitar complicações fatais (choque cardiogênico e arritmias fatais). Enfim, se baseia no tratamento da dor, bem como das possíveis complicações.
Quando o tratamento é instituído logo após o infarto, acredita-se que se possa reduzir drasticamente a lesão do músculo do coração.
A preservação do tecido do miocárdio é obtida pelo alívio da dor, repouso para reduzir o trabalho cardíaco e administração de agentes trombolíticos para melhorar o fluxo sangüíneo. A droga de escolha é a dolantina, pois é um analgésico potente.
Alguns centros usam antiarrítmicos profilaticamente, mas seu uso é controverso.
A administração de oxigênio em fluxo contínuo, aumenta a concentração deste gás reduzindo a dor associada à baixa concentração de oxigênio circulante.
Também o uso de drogas que reduzem o uso de oxigênio pelo coração faz com que o músculo cardíaco sofra menos isquêmia (ausência de sangue).
Por isso, a permanência na UTI deve se restringir ao período crítico, no mínimo 72 horas, onde a incidência de complicações justifica a monitorização contínua.
Superada esta fase, o paciente deve ser removido, preferencialmente, para um quarto privativo, restringindo-se o número de visitas. Permite-se que ele sente-se em uma poltrona durante breves períodos. De maneira geral, a deambulação é iniciada por volta do quarto ou quinto dia, aumentando gradativamente.
Vale à pena lembrar, que a mobilização precoce melhora sensivelmente o bem-estar psicológico do paciente, além de reduzir a incidência de tromboembolia. Entretanto, deve-se tomar a precaução de acompanhar o doente no sentido de detectar possíveis alterações conseqüentes a esta atividade física.
A dieta será liberada à medida que as condições clínicas permitirem. Deve se, preferencialmente, hipocalórica, leve e hipossódica.
As evacuações não devem significar esforço para o paciente, usando, se necessário, laxantes suaves.
Os tranqüilizantes são utilizados com a finalidade de amenizar as condições que angustiam o paciente, como a dor, a própria internação, a permanência na unidade de tratamento intensivo, medo da morte, etc., pois elas aumentam a freqüência cardíaca e a pressão sistólica.

COMPLICAÇÕES

O que se teme mais depois do infarto do miocárdio são as complicações. As mais letais são as arritmias, que podem ocorrer dentro de um prazo de 24 horas após o infarto. Por isso, foram criadas as unidades de tratamento intensivo coronariano, onde o paciente recebe todos os cuidados necessários para detectar precocemente e tratar essas arritmias.

PREVENÇÃO

O infarto do miocárdio, apesar de ser uma causa de morte bem freqüente, tem apresentado índices de mortalidade bem menores nos últimos anos, graças ao novo estilo de vida que muitas pessoas têm adotado.
Conhecendo-se os fatores que contribuem para a ocorrência da doença, podemos reduzir ainda mais o índice de mortalidade.
A dieta passou a ser a preocupação primordial no combate à doença, controlando-se a ingestão de colesterol e triglicerídes. É usual fazer-se a dosagem dos mesmos no sangue a cada 5 anos, procurando mantê-los dentro do nível normal. Caso os níveis estejam elevados, pode-se iniciar um tratamento com dieta, ou mesmo com o uso de drogas que ajudam a baixar a concentração desses elementos no sangue, principalmente naquelas pessoas com hipercolesterolemia familiar citadas anteriormente.
O exercício físico tem um papel muito importante, não só para melhorar o condicionamento do corpo como para ajudar na manutenção do peso ideal.
Recomenda-se andar pelo menos 3 vezes por semana, durante meia hora cada vez. Durante o exercício físico, o coração é obrigado a trabalhar mais, o que favorece a criação de uma circulação colateral, que pode ser a salvação quando alguma artéria importante do coração é bloqueada.
O hábito de fumar deve ser abandonado, não só para prevenir o infarto do miocárdio, como tantas outras doenças causadas pelo cigarro, como o câncer de pulmão, altamente letal. Reduzir a quantidade de nicotina ingerida, escolhendo-se um cigarro chamado "de baixo teor" não ajuda em nada.
O "stress" deve ser reduzido. Várias alternativas podem ser adotadas, como massagens, ioga, exercícios físicos em geral, esportes, meditação, etc. É importante destacar também que a hipertensão arterial muitas vezes é causada pelo "stress".
Eliminando-se os fatores de tensão, a pressão sangüínea ficaria dentro do normal, reduzindo assim o risco do infarto do miocárdio.
Fonte: geocities.yahoo.com.br
Infarto Agudo do Miocardio
Infarto agudo do miocárdio é a falta de suprimento sangüíneo para o coração. Ocorre quando alguma das artérias que alimentam o coração está entupida, impedindo que o coração possa bombear sangue para todo o corpo.
O infarto agudo do miocárdio é uma doença que mata, podendo ocorrer com qualquer pessoa. A pessoa pode morrer dentro de minutos ou ficar com o coração enfraquecido para o resto da vida.

Como acontece?

Normalmente, a principal causa é o entupimento de uma artéria do coração por uma placa de gordura, células e colágeno.
Sabe-se que os homens têm maior chance de desenvolver infarto do miocárdio, porém o número de casos entre as mulheres vem aumentando, principalmente pelo uso de pílulas anticoncepcionais e tabagismo.
Existem alguns fatores de risco para o infarto agudo do miocárdio:
Tabagismo
Obesidade
Altos níveis de colesterol no sangue
História familiar de infarto agudo do miocárdio
Sedentarismo
Alimentação irregular, entre outros.

Quais os sintomas?

Normalmente, o sintoma inicial é uma dor muito forte no meio do tórax, atrás do osso central da caixa torácica, o esterno. Esta dor é em aperto, podendo ser também em queimação.
Outros sintomas incluem:
Dor forte no pescoço e região esquerda da mandíbula;
Dormência e sensação de formigamento no braço esquerdo;
Palpitação, taquicardia e escurecimento da visão.

Como é diagnosticado?

O infarto agudo do miocárdio é de fácil diagnóstico. Por se tratar de doença fatal, a pessoa deve procurar imediatamente um serviço de emergência para que sejam feitos os atendimentos primários.
O diagnóstico é puramente clínico, sendo confirmado por um eletrocardiograma. Pode-se, posteriormente, realizar exames que avaliem a estrutura das artérias que alimentam o coração (arteriografia coronariana).

Como é tratado?

Inicialmente, deve-se desentupir a artéria acometida com o uso de substâncias que diluem mais o sangue (trobolíticos). Se o infarto for por estreitamento do vaso (contração da musculatura do vaso), pode-se então dilatá-lo, com o uso de vasodilatadores coronarianos (nitratos).
Quanto ao tratamento cirúrgico, o procedimento mais conhecido é a revascularização (ponte de safena). Nesta situação, coloca-se um vaso que possa alimentar o coração no lugar do vaso entupido.
A longo prazo, deve-se prevenir novos episódios com o uso de medicamentos que diluem mais o sangue, evitando a formação de "rolhas nas artérias". Pode-se também utilizar fármacos que diminuem os níveis sangüíneos de colesterol e triglicerídeos.

Como se prevenir?

O principal fator relevante para a prevenção do infarto agudo do miocárdio é a mudança do estilo de vida. Isto é, deve-se extinguir o tabagismo, combater a obesidade e os níveis elevados de colesterol, praticar constantemente exercícios aeróbicos, reduzir o nível de estresse diário, entre outros.
Periodicamente, pode-se realizar uma avaliação cardiológica.
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